O nome do "antigo amigo" para quem não entendeu ainda é Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden, ou para os íntimos Osama bin Laden, saudita, rico, líder e fundador da Al-Qaeda.
Foi na juventude para o pais afegão durante a invasão soviética, e começou a reunir jovens, financiando e treinado-os para o combate, com apoio da CIA, Bin Laden passou a combater os invasores.
Mas como tudo em política é efêmero e depende dos interesses de cada um, com o fim do combate ao comunismo, amigos se tornaram inimigos. O aliado saudita passou a usar seus conhecimentos de combate, muitos aprendidos com a "inteligência" norte americana contra a família real saudita e seus hábitos ocidentalizados e contra o próprio Tio Sam.
Mas a ousadia desse grupo foi além do que qualquer um no mundo poderia prever, atacar os EUA dentro de seu próprio território! O mais próximo a isso foi o ataca japonês a Pearl Harbor, uma base americana no Pacífico. Mas no continente o 11 de Setembro foi o único ataque.
Os EUA participaram de duas guerras mundiais, anos de tensão política com a poderosa URSS, diversos outros conflitos e NUNCA tinham provado um ataque em solo nacional, até 2001.
Em retaliação foi declarada Guerra contra o Afeganistão, ou Guerra ao Terror. Os anos foram passando, a guerra não foi vencida com a rapidez esperada e o terrorista mais procurado do mundo não foi morto, sua vida desafiava a maior potência do mundo.
Até que o inimigo número um dos EUA foi assassinado em sua mansão que ficava apenas 50 quilômetros da capital do Paquistão, no dia 01/05/2011.
A Al-Qaeda disse que não deixará que sua morte seja em vão, e que a luta contra os americanos com ataques terroristas continuará:
"(O sangue de Bin Laden) vai continuar, com a benção de Alá, o Todo-Poderoso, como uma maldição que perseguirá os americanos e seus agentes e irá atrás deles, dentro e fora de seus países".
A organização terrorista convocou um levante no Paquistão:
"A sua felicidade se tornará tristeza, e o seu sangue se misturará às suas lágrimas. Nós convocamos o nosso povo muçulmano no Paquistão, em cuja terra o xeque Osama foi morto, a se levantar e se revoltar."
Seria ingenuidade acreditar que sua morte acabaria com o terrorismo no mundo, os terroristas choram enquanto pensam em quem assumirá seu posto, quem vai ser a nova pedra no sapato dos EUA e de seus aliados.
Agora há o temor que para provar mérito e assumir o lugar do lendário terrorista aspirantes a Osama promovam ataques com mortes de inocentes. Aguardar para ver.
Agora os americanos querem que o Paquistão investigue a rede de apoio a Osama durante todos esses anos:
"Não sabemos se havia algumas pessoas dentro do governo (paquistanês), pessoas de fora do governo, e isto é algo que temos que investigar e, mais apropriadamente, o governo paquistanês precisa investigar", disse Obama na entrevista gravada na quarta-feira.
"E nós já comunicamos isto a eles e eles indicaram que tem um profundo interesse em descobrir que tipo de rede de apoio Bin Laden pode ter tido", acrescentou. Agora é ver os capítulos que se seguem a sua morte, a movimentação de americanos e de terroristas espalhados pelo mundo, como que cada um vai agir e defender a si mesmo, como...
Rei morto é rei posto, mas quem vai se por no lugar do maior terrorista do mundo?!
Obs.: Como Obama vai usar esse assassinato em sua campanha eleitoral?!